O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), não aceita a inconstitucionalidade dita pela ministra Eliana Calmon, e contesta : “Nós vamos votar politicamente, a privatização dos cartórios de uma só vez. A assessoria jurídica da Casa não viu inconstitucionalidade. Se o Tribunal achar que é inconstitucional, entre na Justiça”. A ministra estará com os deputados que discutem a matéria amanhã, em Brasília e, na terça-feira, com Telma Britto.
A ministra também não poupou críticas à gestão do TJ, apontando que falta organização e controle sobre os cartórios pelo Tribunal. “Existe sonegação e corrupção muito grande. O Tribunal não tem controle do dinheiro repassado pelos cartórios”.
Calmon disse, ainda, que o CNJ determinou que a privatização ocorra primeiro nos 583 cartórios extrajudiciais que estão vagos no Estado . Os outros seriam ocupados quando forem vagando. Com o tempo, todos seriam privatizados, como pede a Constituição de 1988.
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