Com a troca de Nelson Jobim por Celso Amorim no Ministério da Defesa, congressistas temem o retrocesso das negociações sobre a criação da Comissão da Verdade para investigar crimes da ditadura (1964-1985) e sobre o sigilo eterno de documentos.
Na base de apoio da presidente Dilma, há setores preocupados com a possibilidade de Amorim ser contra a abertura total dos documentos do período --como foi defendido pelo Itamaraty.
Jobim estava na linha do acesso à história. E o Ministério das Relações Exteriores trabalha com o pé atrás sobre o acesso a fatos relacionados à defesa do país. Espero que o ministro pegue o sentimento do acesso total", disse o senador Walter Pinheiro (PT-BA).
Para a oposição, a escolha de Amorim prejudica as negociações com o Congresso diante do "viés esquerdista" do ministro.
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