O Ministério da Educação, comandado pelo pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad, gastou em média R$ 97 mil por dia com a organização de eventos desde 2009, quando criou o Comitê de Eventos, que centralizou esse tipo de despesa.
A beneficiada dos valores gastos, que chegam a R$ 94 milhões, é a FJ Produções, empresa alvo de inquérito civil público no Ministério Público Federal (MPF) e de operação da Polícia Civil do Distrito Federal por suspeita de superfaturamento e corrupção.
Desde 2009, a empresa ganhou dois pregões eletrônicos para organizar seminários, fóruns e oficinas do Ministério da Educação, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e da Capes.
Somente no ano passado foram R$ 50 milhões para a realização dos eventos. O valor faz da FJ Produções a empresa que mais recebeu recursos da Subsecretaria de Assuntos Administrativos da pasta, que teve um total de despesas de R$ 164 milhões.
Em resposta à reportagem do Estadão, o Ministério da Educação disse que a FJ "comprovou todas as certidões negativas requeridas e não tinha impedimento para participar da licitação".
Quanto ao número de eventos, afirma que entre 2009 e 2010 houve a consolidação do Plano de Desenvolvimento da Educação e a expansão das redes federais de ensino superior.
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