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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Léo da Estakazero fala sobre assalto ao baterista da banda

Mariana Mendes

"Estarrecido", foi a palavra que Léo Macedo, vocalista da Estakazero, usou para descrever o sentimento da banda em relação ao crime que atingiu Paulo César Perrone de Souza Junior, de 32 anos, baterista do grupo. Nesta tarde, por volta das 16h30, Léo visitou o amigo e colega de trabalho.

O músico, que segue internado, em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), foi baleado na cabeça após uma tentativa de assalto em saidinha bancária na última terça, por volta das 13h30. A modalidade tem se tornado rotina nas queixas policiais.

"Estamos todos abalados. Acompanhamos diariamente esse tipo de assalto, mas quando acontece com alguém próximo, ficamos estarrecidos", disse o cantor. Léo ainda falou sobre a afinidade com o músico: "Perrone é um amigo. Pra mim é como se um irmão que estivesse aqui". Samu - O cantor também criticou o caos no trânsito. Perrone não pode esperar o atendimento do Serviço Móvel de Urgência (Samu), que demoraria muito por conta do engarrafamento que ocorre em salvador em horários de grande fluxo. "Se o Samu tivesse feito o primeiro atendimento talvez Perrone chegasse melhor aqui (no HGE)”. O coordenador do Samu, Dr. Ivan Paiva, confirmou que a infraestrutura do trânsito afeta o atendimento. "A população não abre caminho para as ambulâncias e em horário de maior fluxo, o Samu enfrenta as mesmas dificuldades de locomoção como qualquer outro condutor na vias da cidade".

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